sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Agressão: como lidar com mordidas, tapas, chutes e outros
Escrito para o BabyCenter Brasil

Aprovado pelo:

. Conselho Médico do BabyCenter Brasil
· Use a lógica nas suas atitudes
· Mantenha a calma
· Imponha limites claros
· Discipline-o o tempo todo do mesmo jeito
· Ajude seu filho a se expressar de outra maneira
· Elogie o bom comportamento
· Limite o tempo de TV
· Providencie atividades físicas
· Não tenha medo de procurar ajuda


O comportamento agressivo faz parte do desenvolvimento normal de uma criança pequena. Pontapés, tapas e socos acabam sendo uma alternativa quando ela ainda não consegue se comunicar bem e tem uma imensa vontade de se tornar independente -- e pouco controle sobre os impulsos. Mas não é porque socos e mordidas são comuns que devam ser ignorados ou aceitos. Mostre a seu filho que agredir os outros não é algo admissível e ensine outros jeitos de ele expressar sua irritação. Veja algumas dicas para deixar a criança menos agressiva:

Use a lógica nas suas atitudes

Se seu filho estiver brincando na piscina de bolinhas e começar a atirar as bolinhas nas outras crianças, tire-o de lá. Sente-se com ele, mostre as outras crianças se divertindo e explique que ele poderá voltar lá quando se sentir pronto para brincar sem machucá-las. Evite "raciocinar" com seu filho usando perguntas como: "Como você se sentiria se outra criança jogasse uma bola em você?". Crianças pequenas não conseguem se imaginar no lugar de outra ou mudar de comportamento baseado nesse tipo de conversa. Mas elas entendem direitinho quando uma atitude gera consequências negativas.

Mantenha a calma

Gritar, bater ou dizer ao seu filho que ele é "feio" não o fará mudar de atitude -- você só o deixará mais irritado. Além disso, para que ele possa aprender a controlar sua raiva, o primeiro passo é ver os adultos que usa como modelo fazendo isso, e nesse caso o exemplo é você.


Imponha limites claros

Não espere seu filho bater no irmãozinho pela terceira vez para só então dizer: "Agora chega!". Ele deve saber que fez algo errado já na primeira vez. Tire-o da situação em que está por um ou dois minutos -- é o melhor jeito de fazê-lo se acalmar. Depois de um tempo, ele vai acabar relacionando o mau comportamento com a consequência ruim, e aí vai entender que, se morder ou bater, acaba perdendo a farra e o melhor da festa.


Discipline-o o tempo todo do mesmo jeito


Tanto quanto possível, aplique o mesmo tipo de bronca quando ele repetir o mesmo comportamento errado. Se ele mordeu o irmão e essa não tiver sido a primeira vez, diga: "Você mordeu o João de novo -- isso quer dizer que vai ficar de castigo outra vez". Seu filho vai perceber esse padrão e, em algum momento, se tudo der certo, vai compreender que sempre que se comporta mal recebe um castigo ou uma bronca. Mesmo em público, não deixe a vergonha ou o constrangimento impedirem você de reprovar o mau comportamento. Outros pais já passaram por isso -- e, se as pessoas ficarem olhando, não dê muita atenção. Diga algo como: "Esta fase dos 2 anos é fogo!", e então aplique a disciplina como sempre faz em casa.


Ajude seu filho a se expressar de outra maneira

Espere até seu filho se acalmar e converse -- com tranquilidade -- sobre o que aconteceu. Peça para ele explicar o que o fez ficar tão bravo. Diga que é natural sentir-se bravo, mas que não é legal demonstrar isso chutando, batendo ou mordendo. Encoraje-o a achar um jeito melhor de reagir -- como pedir ajuda a um adulto ou falando o que está sentindo ("Pedro, você está me deixando bravo!"). Às vezes, a impulsividade da infância fala mais alto, mas faça seu filho entender que ele precisa pedir desculpas depois de agredir alguém. Ele pode fazer isso sem muita sinceridade no começo, mas a lição vai ficar, e ele acabará criando o hábito de pedir desculpas quando machucar alguém.

Elogie o bom comportamento

Em vez de falar com seu filho só quando ele se comporta mal, dê atenção também quando ele agir corretamente. Por exemplo, se ele pedir para o amigo para brincar no balanço, em vez de empurrá-lo, diga: "Que legal que você pediu!". Os elogios ao bom comportamento ajudam a criança a distinguir o que é aceitável ou não, e a estimula a correr atrás de mais elogios e atenção por esse "bom caminho".


Limite o tempo de TV

Desenhos e outros programas para crianças podem vir recheados de gritos, ameaças, empurrões, chutes, cenas cínicas e até atos de sadismo. Tente ficar de olho no que seu filho está assistindo, particularmente se ele tem tendência a ser agressivo. Veja TV com ele e converse sobre o que está se passando, dizendo, por exemplo: "Não foi um jeito legal de ele conseguir o que ele queria, não é mesmo?". Obs: A Academia Americana de Pediatria recomenda que menores de 2 anos não vejam TV.


Providencie atividades físicas

Você pode descobrir que seu filho vira um terror se não tiver como queimar energia. Se ele é bastante ativo, dê-lhe bastante tempo livre, de preferência ao ar livre. Não precisa ser nada muito estruturado: dê espaço a ele que certamente ele vai correr! Com a ajuda de uma bola, então, tudo se resolve. A atividade física deve deixar seu filho mais calmo, além de proporcionar um sono de melhor qualidade.
Não tenha medo de procurar ajuda Às vezes a agressividade de uma criança pede mais intervenção do que um pai consegue dar. Se seu filho passa mais tempo sendo agressivo do que calmo, se ele parece assustar ou aborrecer outras crianças, ou se você não consegue melhorar o comportamento dele, por mais que faça, converse com o pediatra, que pode recomendar um psicólogo ou especialista. Juntos, vocês podem ajudar a criança.
Queridos Pais e Professores,

Estive ausente por muito tempo, senti falta de vocês.
Estou voltando...Pretendo dividir informações pedagógicas e comportamental referente as nossas queridas crianças. Conto com todos nesta retomada.
Um forte abraço,
Katia Tonini

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Para Refletir!



Sobre a importância das quatro palavras que refletem uma boa educação e devem ser ensinadas às crianças e não podem ser esquecidas nem pelos adultos.


Com licença. Gostaria de ocupar o seu tempo por alguns poucos mi­nutos para comentar alguns aspectos sobre como transmitir a uma criança noções sobre boas maneiras. Afinal, o bom relacionamento entre as pessoas é fundamental para uma convivência tranqüila, para a cons­tituição de grupos sociais e para demonstrarmos respeito pelos nossos semelhantes. Ser bem educado torna a vida mais fácil e mais agradável. Por estes motivos, é importante ensinar estes conceitos para a criança, principalmente através do exemplo, para que ela possa beneficiar-se das grandes vantagens de ser uma pessoa bem educada e querida.
Desculpe se insisto em afirmar que o melhor modo de ensinar uma criança a ter boas maneiras é através do exemplo. Se ela ouvir você pe­dir desculpas por inadvertidamente ter dado um encontrão em outra pes­soa, saberá que esta é a conduta adequada, e terá um reforço maior ainda quando esta outra pessoa der um sorriso e disser que não foi nada. Não há maneira melhor de ensinar um comportamento adequado do que através de um modelo. É assim que as crianças aprendem sobre o certo e o errado, sobre como agir em determinadas situações e sobre o que se espe­ra dela. O nosso dia-a-dia está repleto de oportunidades para que os pais demonstrem sua maneira de lidar com diversas situações, como nas filas, nos corredores lotados do supermercado ou no trânsito.
Mas, por favor, não se esqueça da espontaneidade da criança. É preciso aproveitar com tranqüilidade aqueles comentários constrangedores (e sinceros) sobre outras pessoas para ensinarmos que ninguém aprecia ouvir opiniões a respeito de seu excesso de peso, por exemplo. Quando uma criança aprende boas maneiras sem ser pressionada ou severamente criticada pelos pais quando comete algum deslize, ela ficará orgulhosa de suas conquistas e irá assimilar esta conduta não como algo imposto e obrigatório, mas como algo natural, que fará parte de seu co­ti­diano espontaneamente e irá proporcionar enormes recompensas nos seus relacionamentos. Obrigada pela sua atenção.
Leia mais: http://montardo-ap.blogspot.com/

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Desenhos para vocês!!!

















Fases de aquisição da escrita

1) Fase pré – silábica - sem valor sonoro

Ø Sabe que a escrita é uma forma de representação
Ø Pode lidar com letras ou não
Ø Não dá às letras valor sonoro
Ø Organiza as letras em quantidade ( mínimo e máximo de letras para ler)
Ø Vai direto para o significado, sem passar para sonora
Ø Variação de letras – ALSI (elefante)
Ø Não tem fonema por fonema, nem sílaba por sílaba
Ø Quando escreve o nome acha mais importante a letra inicial
Ø Para essa criança tirando o som, qualquer letra serve.
Ø Ela relaciona o tamanho da palavra com o tamanho do objeto

2) FASE SILÁBICA – percebe relação de som com grafia

Ø Percebe relação de som com grafia.
Ø Cada sílaba ligada a uma letra.
Ex: CA VA LO
C V O
Ø Valor sonoro : - Convencional ( como no exemplo acima)
- Não convencional : Ex: CA VA LO
S A I

OBS : Cada letra um fonema - na nossa escrita
Nesta fase : cada sílaba – um fonema

Ø No auge desta fase, ela já faz a ligação com o valor sonoro convencional
Ø Tanto no quantitativo ( números de letras) , quanto no qualitativo (repetição
da mesma letra) .Aparecem problemas.

Ex: CA VA LO
A A O

= causa conflito

Ex: MA CA CO
A A O

3) Fase Silábica Alfabética

Ø Hipótese anterior não serve mais e ela começa a acrescentar letras


SAPATO TOMATE CAJU

2ª fase - S A O TOMTE C J
3ª fase SA TO TOMT CJUA

Ø Acha esta solução boa e passa a escrever na fase alfabética.


4) Fase AlfabÉtica

Ø Depende de ter o valor sonoro das letras

Ø Querer representar cada fonema

EX: Tomate , Formiga.


Orientações para elaborar uma prova diagnóstica


As palavras escolhidas para se testar a fase em que a criança está devem obedecer a critérios :

Ø Na lista, devem existir palavras : monossílabas, dissílabas, trissílabas polissílabas.

Ø A lista deve ser feita por tema. Ex: bicho, comida, etc.

Ø Ordem – começar com palavras que não sejam monossílabas.

Ø Não repetir muito aa, oo. Ex: Borboleta

Ø Ter um monossílabo ou dissílabo que represente alguma coisa forte, grande( ex: tigre) ; um tetrassílabo, que represente por exemplo um animal que seja frágil, pequeno ( ex: pernilongo, borrachudo)

Ø Começa –se pelo nome da criança.

Sugestão :

1- Paulo
2- Formiga
3- Borrachudo
4- Tigre
5- Cão
6- Camelo
7- Rinoceronte
8- Pulga
9- Rã
10- Mariposa
11- Coruja
12 – A formiga picou meu pé.
13 - O tigre fugiu.

A cada palavra que a criança escreve , pára, aponta com o dedo, lendo em
voz alta e a professora anota.

EX: C / V / L
ca va lo



Queridos Pais e Professores,




Agora sim começa o ano...


Espero anciosamente a participação de todos vocês neste blog!


Mais uma vez, sejam bem vindos.


Qual é sua dúvida? Será que posso ajudar? Conte comigo.




Um grande abraço,


Katia Tonini








sábado, 13 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


Pais e Professores,


Sejam Bem Vindos!
Espero poder ajudar vocês.

Mande seus comentérios, dúvidas e sugestões.
Queridas Professoras, fiquem a vontade para pedir idéias... Será um prazer ajudá-las!


Um grande abraço,
Katia Tonini

Desenhos












Até quando é normal fazer xixi na cama?




Enurese

A enurese noturna, que nada mais é que o ato da pessoa fazer xixi na cama, é um fato cotidiano na vida de crianças de 0 a 5 anos de idade. A enurese noturna pode inclusive afetar pessoas na adolescência e, em casos raros, na fase adulta, caso não tratado corretamente. Aproveitando o tema em questão, a primeira pergunta que vem à cabeça de cada nove entre dez pais é a seguinte: por que a criança muitas vezes não consegue controlar a vontade de urinar enquanto dorme?
Acontece que até mais ou menos os três anos de idade o queridinho da família ainda não tem o completo desenvolvimento da micção, ação responsável pela coordenação dos órgãos do sistema urinário. Logicamente a formação varia conforme a criança, entretanto, somente a partir dos 5 anos ela já possui o controle diurno da micção. A enurese noturna é mais comum em meninos (três casos para cada um do sexo feminino).
O hábito de fazer xixi na cama passa a ser encarado de forma mais preocupante após o quinto ano de vida, fase em que a criança já devia ter maior controle da micção. A causa da enurese noturna pode estar relacionada a problemas psico-sociais, como crises na família (separação dos pais, brigas, medo ou falta de atenção); hereditariedade (pais que na infância também tiveram problemas semelhantes) e problemas na bexiga (instabilidade vesical e outras disfunções anatômicas).
A médica residente em pediatria do Hospital Guilherme Álvaro, de Santos/SP, Marcellina Basseto explica que os pais devem estimular desde cedo o filho a ter maior controle miccional. A especialista afirma que é fundamental que os pais exponham à criança os transtornos causados pela enurese noturna, ilustrando o pensamento de maneira educativa e nunca de forma repreensiva. "O pai deve ter calma ao conversar com o filho, procurando saber se existe algum problema que o afeta. O nervosismo na conduta pode deixar a criança ainda mais angustiada, podendo atrapalhar em vez de ajudá-la a melhorar", informa.
Como controlar o pipi durante o sono - A profissional destaca alguns exercícios simples que contribuem para a conscientização e desenvolvimento voluntário da micção. A primeira delas é levar a criança para urinar e, durante o ato, interromper a micção por alguns segundos para, em seguida, fazer com que ela volte a fazer xixi. A atividade exercita o músculo da bexiga conhecido como esfíncter, que controla a perda urinária.
Outra recomendação é fazer um calendário, onde os pais, com a participação da criança, anotam os dias em que a criança ficou sem urinar na cama. Uma terceira iniciativa visando controlar a "torneirinha" durante o sono é fazer com que a criança, acompanhada do pai ou da mãe, lave o lençol e o pijama molhado pela urina, mesmo que seja de mentirinha (roupas previamente lavadas). Nesses dois últimos casos citados, o estímulo à conscientização por parte da criança é o principal objetivo desejado.
"Ao término de cada atividade, os pais devem dar uma prenda ao filho como recompensa pela sua participação com sucesso. A atitude estimulará a seguir suas lições corretamente", completa Marcellina Bassetto.

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/

Timidez



Antídoto contra a timidez


O senso comum prega que, uma vez tímido sempre tímido. Ao longo dos últimos vinte anos, porém, os estudos sobre o comportamento humano têm revelado que a timidez, ao contrário da cor dos olhos ou dos cabelos, é uma característica passível de ser mudada. Uma criança inibida não está condenada a ser um adulto retraído. Publicada na revista americana Current Directions in Psychological Science, a mais nova pesquisa sobre o assunto dá pistas de como se podem ajudar os pequenos a vencer a inibição. A chave, segundo psicólogos da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, está no relacionamento da criança com sua mãe (sempre ela).
A mãe tem um papel essencial na timidez de seu filho - para o bem ou para o mal. Ela deve estimulá-lo a fazer amigos, mas, ao mesmo tempo, precisa entender que timidez, num grau razoável, não é doença. Só se torna um problema quando isola a criança do mundo. Criança assim não se diverte e corre o risco de, na adolescência, desenvolver transtornos psiquiátricos, como ansiedade e fobia social.
Por cinco anos, os pesquisadores de Maryland acompanharam meninos e meninas portadores de uma mutação no gene 5-HTT, que, como se sabe há uma década aumenta a tendência à timidez. A primeira avaliação foi feita quando as crianças tinham 2 anos. Quando elas foram analisadas novamente, aos 7 anos, os especialistas notaram que algumas continuavam retraídas e outras não. As mães responderam, então, a um questionário sobre como haviam lidado com a introversão de seus filhos durante esse período. "As mulheres mais solitárias e mais estressadas eram as mães das crianças com maiores dificuldades de socialização", disse a VEJA o pesquisador Nathan Fox, um dos autores do estudo e coordenador do Laboratório de Desenvolvimento Infantil da Universidade de Maryland.
Os resultados do trabalho já vinham sendo esboçados por outras pesquisas. Uma delas constatou que crianças tímidas filhas de pais superprotetores têm grande probabilidade de ser adultos retraídos. Por outro lado, os bebês matriculados numa escola nos primeiros meses de vida mostraram-se, quando crescidos, capazes de vencer a timidez com mais facilidade do que aqueles que haviam permanecido em casa com a mãe. Os sinais de que uma criança é tímida são dados ainda no berço.
"Bebês que respondem rápido a estímulos de estranhos ou a novidades, como um brinquedo que não conhecem, tendem a ser crianças mais extrovertidas", afirma a psicóloga paulista Ceres Alves de Araujo, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Os que se mostram mais ressabiados diante de uma situação nova tendem a ser mais tímidos.
Essa cena todo mundo já presenciou: diante de um desconhecido, a criança tímida esconde o rosto, agarra-se às pernas da mãe ou se esconde atrás delas. Como a mãe é o modelo de socialização do filho nos primeiros anos de vida (muito mais do que o pai), cabe a ela ajudá-lo a enfrentar situações desconfortáveis. Como se consegue isso? Agindo naturalmente. Não adianta querer que o filho introvertido vire, de uma hora para outra, a criança mais popular da escola - provavelmente, ele nunca o será. E não há nada de errado nisso.
"Exigir de uma criança o que ela não pode dar só aumenta a sua angústia e reforça o seu comportamento retraído", diz o psiquiatra infantil Francisco Assumpção Júnior, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Se seu filho não quiser ir à festa junina da escola, é importante demovê-lo da idéia. Afinal de contas, é fundamental que participe das atividades das quais os coleguinhas participam. Mas, se ele não quiser dançar a quadrilha, não o force.
Esse tipo de exposição só o deixará mais aflito e, conseqüentemente, mais tímido. "A melhor receita para ajudar uma criança a vencer a timidez é ir devagar, respeitando seus limites", diz Nathan Fox. "Aos poucos, a tendência é que ela se solte e faça mais amigos."
Da mesma forma que a timidez excessiva é prejudicial, a extroversão desmedida também não é desejável. Um pouco de timidez é sempre útil. Ela nos torna mais cautelosos, atentos ao comportamento e aos sentimentos dos outros e menos impulsivos. "Na primeira metade da vida, até por volta dos 30 anos, as pessoas extrovertidas, mais atiradas, tendem a se sair melhor", diz a psicóloga Ceres Araujo. "Na segunda metade da vida, contudo, os mais introvertidos ganham terreno. Eles tendem a ser mais tranqüilos e estáveis em seus relacionamentos afetivos."